O Homem realmente foi a lua?

A principal proteção que os seres vivos na Terra possuem contra as radiações nocivas provenientes do espaço não é apenas a camada de ozônio e a atmosfera terrestre, os poucos conhecidos Escudos de Van Allen, também chamado de Cinturões de Radiação de Van Allen, filtram uma parcela substancialmente maior de radiações cósmicas que os dois primeiros.

Com formato semelhante ao de uma casca de maçã os escudos de Van Allen constituem uma região do espaço com altíssima concentração de partículas radioativas, existentes graças ao campo magnético da Terra.  Ao contrário do espaço interior aos escudos, que hospeda toda a vida na Terra, o espaço exterior, onde se situa a Lua, é agressivo e absurdamente brutal. O espaço, nesta região, é altamente radioativo (intensa concentração de raios Gama e raios X).

Então os astronautas das missões Apolo teriam se submetidos a índices de radiação além do  limite aceitável para os humanos normais? Naquelas condições, nenhum ser vivo resistiria a algumas poucas horas de viagem além dos escudos de Van Allen, mesmo que protegido no interior de naves espaciais. Os astronautas lunares nem ao menos foram afetados por câncer, leucemia ou queimaduras, nem há registro de ocorrências de náuseas ou vômitos.

 Todas as missões dos ônibus espaciais realizadas até hoje se mantiveram, prudentemente, à altitude segura de cerca de 300 Km, mesma região orbital das estações Skylab, MIR, da Estação Orbital Internacional e até do telescópio Hubble. Ressalte-se que a Lua fica a mais 350.000 Km da Terra!

Outra característica do espaço exterior ao escudo de Van Allen extremamente agressiva à presença de vida é a impressionante diferença de temperatura entre uma superfície que esteja exposta e outra protegida da incidência de raios solares. Uma nave estática no espaço terá sua superfície exposta ao Sol submetida a temperaturas de 115°C, enquanto o lado que permanecer na sombra enfrentará -160°C. Por este motivo, todas as sondas espaciais não tripuladas já enviadas ao espaço para vôos sem retorno foram projetadas para girarem em torno de seu próprio eixo, de modo a alternarem constantemente as superfícies expostas ao Sol e à sombra.

Nas missões Apolo, absolutamente nenhuma proteção contra as violentas variações de temperatura (115°C no peito de um astronauta que estivesse de frente para o sol, contra -160°C em suas costas) são constatadas.

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